A polémica em torno da afirmação do PR no dia 10 de Junho é absolutamente revoltante. Acredito que Cavaco Silva tenha utilizado a expressão "Dia da Raça" por uma mera questão de hábito, pois era efectivamente assim que toda a Nação Portuguesa (e não apenas os políticos do Estado Novo) chamava ao Dia de Portugal. Quantos dos que vêm agora criticar o Chefe de Estado não o terão espontaneamente dito inúmeras vezes, sem com isso se reverem na classificação de "fascistas" ou "racistas" com que o brindaram na praça pública?
Um espectáculo ridículo, triste, revoltante.
Em primeiro lugar, porque "Raça" significa e sempre significou, neste contexto, a "Alma" e a "Garra" Lusitana, e não qualquer conceito de racismo. A Raça Portuguesa, de resto, sempre foi muito abrangente no que diz respeito à sua herança genética.
Em segundo lugar, porque não há nada de "Fascismo" no uso de uma expressão como "Raça" no sentido em que foi dita. Trata-se de um simples e louvável apelo ao orgulho e aos valores de união nacional (e não dA União Nacional), que continuam estupidamente a ser confundidos e condenados pela retrógada esquerda portuguesa. Tal como o incentivo ao respeito à Bandeira e ao Hino, ou à designação de Pátria, que merecem sempre este mesmo infeliz tipo de mimos dos mesmos pseudo-intelectuais.
Finalmente, porque quando estamos em plena crise económica, com imprevisíveis consequências sociais, são sobretudo os partidos que gostam de se reclamar como "do Povo" que perdem e ocupam tempo com questões claramente secundárias e menores para a vida nacional.
Na minha opinião, mais não reflecte o que sempre pensei, que esta "esquerda" mais não faz que se preocupar consigo mesma, olhar para o umbigo, tentar continuar a reviver aquele momento das suas vidas, numa manhã de Abril, em que alguém os convenceu de que tinham feito uma revolução. Não perceberam, como não querem perceber agora, que mais não foram que marionetas nas mãos de gente cujas motivações estavam muito aquém dos ideais propagandeados (nem todos necessariamente bons, nem todos necessariamente maus). A Natureza seguirá o seu curso, um dia deixarão de ter voz activa e, felizmente, a História será de novo escrita com a Verdade. Posto isto, impõe-se-me dizer que me parece muito bem que o Presidente se mantenha em silêncio sobre o assunto, há temas muito mais importantes para o País do que responder a provocações baratas e, por outro lado, não posso deixar de condenar alguma pseudo-direita que vem cavalgar este caso para lhe atribuir interpretações claramente abusivas da expressão.
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2 comments:
Mete bronca meu primo....mas já agora aproveito para esclarecer umas coisitas: Aprendi no liceu que o dia 10 de junho era por causa de camões, depois começaram a dizer que era tb o dia da raça (nunca entendi a raça como garra ou coisa parecida) e agora dizem que é o dia das comunidades portuguesas no mundo...em que ficamos???? sem quer entrar em polémica com ninguém, me pergunto para que serve este feriado que nimguem explica a que veio como veio e para que veio. Sei que quando é nas segundas ou sextas feiras dá um jeito enorme para quem trabalha com turismo, que é o meu caso. um abraço forte e boca no trombone como dizem os brasileiros...
Atribui-se (não sei quem nem a partir de quando)a Salazar a intenção de pretender que existia uma raça lusitana na medida em que isso servia os seus propósitos políticos. A tal esquerda desde logo pegou nesse facto e, recordo, transformou numa das suas bandeiras procurando atribuir igualdade de ideologia entre Salazar e o Hitler. E,como diz, a esquerda portuguesa parece ainda viver na primeira metade do seculo vinte não se apercebendo que o modelo que defendia, que na pratica da governação já não defende, não só não teve sucesso como foi rejeitado assim que aqueles que a ele estiveram sujeitos se puderam exprimir sem receio de represálias.
Parece-me, pelo que julgo ser a ideosincrasia, o comportamento e a postura do Prof Dr. Cavaco e Silva, que a sua intenção,se existiu e não decorreu somente de um acto involuntario decorrente de um hábito de anos, foi realmente exaltar um povo, uma alma, ressuscitar um orgulho e uma vaidade que andam desvanecidos senão envergonhados. E quando se fala, quando falou, em raça, não é nem pode ser entendido no sentido etimológico da palavra nem no seu conteudo antropológico ou sociológico, porque não estamos a referir-nos a uma pessoa inculta.
José Manuel
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