Não posso deixar de dizer o mesmo deste Regime e dos Executivos que se têm alcantarilhado no poder!
Na realidade que outra coisa se poderá dizer de um dos poderes da Nação, na velha teoria de Montesquieu, que avilta a nossa condição de cidadãos, tratando-nos como mentecaptos que tudo suportamos?
Os sucessivos Governos que têm proliferado em Portugal têm dado o exemplo a toda a sociedade para aplicar ao máximo a teoria da auto-desculpabilização.
Na verdade, nada do que de mau (e foi muito, infelizmente) se tem feito nestes últimos trinta e quatro anos foi culpa de quem governou em determinado momento mas sim do(s) Governo(s) anterior(es), do antigo regime (leia-se da longa noite fascista), da economia internacional, seja lá do que for, mas do Governo em exercício, em determinado momento, é que não.
É evidente que tal postura se transmite aos governados e por isso passamos mais de metade do nosso tempo (a outra metade passamos a dormir ou a pensar nas férias e pontes) a arranjar um bode expiatório para os nossos infortúnios.
É a chamada cultura do facilitismo, da desresponsabilização, do deixa andar, do quem vier a seguir que feche a porta.
Mas também é a cultura da mentira, do engano, da aleivosia!
Pois que outra coisa se poderá dizer de quem promete o Céu e apenas dá o Inferno? E é isto que sistemática e recorrentemente tem acontecido nas últimas três décadas.
Mas o pior é que os Portugueses sabem, sentem e gostam ou pelo menos não exprimem a sua repulsa por este tipo de afronta sistemática que lhes tem sido feita. Só assim se compreende que continuem a votar e nos dois partidos do pós 25 de Abril mais aviltadores da nossa condição de Portugueses.
Parece que retornámos à bagunça de má memória, que se seguiu à implementação da República, onde o que conta é o posicionamento dos sequazes partidários para a mesa das prebendas do Estado, sem uma qualquer estratégia para Portugal que não seja a de manter o Estado actuante, anafado, jogador e árbitro simultaneamente, com as miseráveis consequências ao nível dos princípios que dai advêm.
Demagogicamente, em face dos últimos acontecimentos que afundaram a economia ocidental, alguma esquerda hipócrita, depois de diabolizar o mercado e o capitalismo tem vindo a defender uma maior intervenção do Estado na economia como panaceia última para a recuperação da confiança e estabilidade da economia.
Esquecem-se que para esse peditório demos no pós 25 de Abril com as consequências desastrosas que temos vindo a sentir na pele: Falta de cultura de mercado no tecido empresarial Nacional, necessidade de tutela do Estado e apetite pela coisa pública, não com espírito de missão mas com espírito de aproveitamento.
Thursday, October 30, 2008
Thursday, July 31, 2008
A CRISE DO CHÁ
Muito se tem falado e escrito sobre a crise económica, com o mais recente epicentro na especulação em torno do custo do petróleo, o que me motiva a debitar alguns caracteres sobre uma outra crise, não menos importante: A Crise do Chá ou, em abono do rigor, a Crise da Falta de Chá (CFC).
Tal como acontece com a utilização do CloroFluorCarboneto, que partilha a mesma sigla, parece consensual que o excesso de CFC é a todos os títulos nefasto, contribuindo na primeira versão para o aquecimento global e na segunda, no meu modesto entender, para a total degradação do ser humano, das suas interacções e, por consequência, da sociedade.
A educação começa – ou deveria começar – na mais tenra idade, em casa mas também nas escolas, sendo possivelmente esta constatação que esteve também na origem da expressão “tomar chá em pequenino”. Acrescentaria que, não menos importante, seria que o hábito deste “tomar chá” se perpetuasse ao longo da vida das pessoas, apurando o gosto, o paladar e o conhecimento que, naturalmente, poderia então ser transmitido para a geração seguinte.
A vivência do dia a dia mostra, porém, que existe efectivamente uma crise de falta de chá, cuja origem não consigo todavia descortinar. Dos mais pequenos gestos aos mais evidentes exemplos, é notório o desinvestimento que tem sido feito no consumo deste bem, que reputo de primeira necessidade.
Não me considerando um ultra intolerante nesta matéria, confesso contudo que me choca e entristece o atropelo das mais básicas regras de boa educação. O respeito por compromissos de horários parece coisa do passado; a devolução de uma chamada, cumprimento ou voto, seja de que natureza for, parece ultrapassada; a deferência (não confundir com subserviência) para com as hierarquias, sejam nas relações familiares, sociais ou profissionais, parece não mais existir. E muitos mais exemplos poderia citar, sem sequer entrar no domínio daquelas regras, porventura mais aprimoradas, que faziam a diferença entre o que chamávamos “um Senhor” e o mais civilizado dos arruaceiros. O cavalheirismo, por seu lado, parece hoje sinónimo de um qualquer conceito que só existe nos compêndios de História Antiga. A sociedade, alheada que já está de toda a sorte de princípios, revela-se também desprovida da elementar “boa educação”.
Este é um flagelo que atravessa transversalmente todas as origens e classes, o que equivale a dizer que o nivelamento se tem feito por baixo. O dinheiro, neste caso, pouco importa, até porque num passado não muito longínquo era efectivamente mais comum encontrar em todas as classes, pese embora eventuais diferenças de expressão, sinais claros de boa educação e bons princípios. Infelizmente na história recente muitos evoluíram na dimensão das bolsas, mas não na dimensão humana.
Demitiram-se os pais e as famílias desta tarefa? Demitiram-se os professores desta missão? Demitiu-se a sociedade de si mesma? Falta Chá a Portugal, sobra pelos vistos o vinho a martelo.
Tal como acontece com a utilização do CloroFluorCarboneto, que partilha a mesma sigla, parece consensual que o excesso de CFC é a todos os títulos nefasto, contribuindo na primeira versão para o aquecimento global e na segunda, no meu modesto entender, para a total degradação do ser humano, das suas interacções e, por consequência, da sociedade.
A educação começa – ou deveria começar – na mais tenra idade, em casa mas também nas escolas, sendo possivelmente esta constatação que esteve também na origem da expressão “tomar chá em pequenino”. Acrescentaria que, não menos importante, seria que o hábito deste “tomar chá” se perpetuasse ao longo da vida das pessoas, apurando o gosto, o paladar e o conhecimento que, naturalmente, poderia então ser transmitido para a geração seguinte.
A vivência do dia a dia mostra, porém, que existe efectivamente uma crise de falta de chá, cuja origem não consigo todavia descortinar. Dos mais pequenos gestos aos mais evidentes exemplos, é notório o desinvestimento que tem sido feito no consumo deste bem, que reputo de primeira necessidade.
Não me considerando um ultra intolerante nesta matéria, confesso contudo que me choca e entristece o atropelo das mais básicas regras de boa educação. O respeito por compromissos de horários parece coisa do passado; a devolução de uma chamada, cumprimento ou voto, seja de que natureza for, parece ultrapassada; a deferência (não confundir com subserviência) para com as hierarquias, sejam nas relações familiares, sociais ou profissionais, parece não mais existir. E muitos mais exemplos poderia citar, sem sequer entrar no domínio daquelas regras, porventura mais aprimoradas, que faziam a diferença entre o que chamávamos “um Senhor” e o mais civilizado dos arruaceiros. O cavalheirismo, por seu lado, parece hoje sinónimo de um qualquer conceito que só existe nos compêndios de História Antiga. A sociedade, alheada que já está de toda a sorte de princípios, revela-se também desprovida da elementar “boa educação”.
Este é um flagelo que atravessa transversalmente todas as origens e classes, o que equivale a dizer que o nivelamento se tem feito por baixo. O dinheiro, neste caso, pouco importa, até porque num passado não muito longínquo era efectivamente mais comum encontrar em todas as classes, pese embora eventuais diferenças de expressão, sinais claros de boa educação e bons princípios. Infelizmente na história recente muitos evoluíram na dimensão das bolsas, mas não na dimensão humana.
Demitiram-se os pais e as famílias desta tarefa? Demitiram-se os professores desta missão? Demitiu-se a sociedade de si mesma? Falta Chá a Portugal, sobra pelos vistos o vinho a martelo.
Wednesday, July 2, 2008
O MITO DO EMPREGO
Desde o início da legislatura de Sócrates, em Março de 2005, que a taxa de desemprego em Portugal cresceu 0,4pp, passando dos 7,2% registados no 2º trimestre daquele ano para os 7,6% contabilizados no 1º trimestre de 2008.
Estes são dados do INE, oficiais. Não pretendo discutir aqui as razões, tão somente recordar que, enquanto candidato às eleições, era este mesmo Sócrates o porta-estandarte do emprego, lubridiando a Nação com a promessa de 150.000 novos postos de trabalho durante o seu mandato, promessa que de resto reafirmou no início deste ano, ao anunciar que teriam já sido criados 94.000 nos três primeiros anos da legislatura.
“Esquecia-se”, porém, de que as contas do desemprego se fazem não só com a criação mas também com a destruição de postos de trabalho, sendo ainda necessário ter em consideração a variação da população activa no mesmo período. Ou seja, 150.000 postos de trabalho pode ser muito ou muito pouco, não passa de um número que pouco significado tem por si só (e resta saber se são conseguidos).
São inúmeras as análises que se podem fazer das estatísticas, mas destaco uma: a percentagem de desempregados com ensino superior passou de 4,3% para 6,8%... o que diz muito sobre o futuro dos que saem das faculdades, e reforça o que nos escreveu o Lucas no último post sobre o que estamos a fazer com a educação neste País.
Aos governos, entendo eu, compete a criação das condições para que os privados possam gerar emprego. Este (também) não o tem feito, e continua sem o fazer, como se tornou evidente com a aprovação de um novo pacote laboral que continua a sofrer do estigma da pós-revolução. Protege-se uma utopia, trava-se a iniciativa, porque ainda não perceberam estas criaturas que só pela facilidade de desempregar se pode empregar. Por outro lado, compete aos Governos racionalizar a sua administração. Também este não o fez, nem o faz, continuando o peso da função pública a exceder largamente o que Portugal precisaria e suportaria. Pelo contrário, anunciam-se com pompa a criação de 10.000 novos postos de trabalho social, em boa parte com o apoio de dinheiros públicos. Certamente serão necessários, mas não seria melhor apostar na transferência de serviços onde continuam a ser claramente excedentários??? Enfim... com a aproximação de eleições, preferem as socráticas criaturas anunciar investimentos públicos sem fim, betão e mais betão, que certamente terão o seu impacto nas contas do INE como convém a quem sonha segurar-se no Poder. E quem paga a factura?
Estes são dados do INE, oficiais. Não pretendo discutir aqui as razões, tão somente recordar que, enquanto candidato às eleições, era este mesmo Sócrates o porta-estandarte do emprego, lubridiando a Nação com a promessa de 150.000 novos postos de trabalho durante o seu mandato, promessa que de resto reafirmou no início deste ano, ao anunciar que teriam já sido criados 94.000 nos três primeiros anos da legislatura.
“Esquecia-se”, porém, de que as contas do desemprego se fazem não só com a criação mas também com a destruição de postos de trabalho, sendo ainda necessário ter em consideração a variação da população activa no mesmo período. Ou seja, 150.000 postos de trabalho pode ser muito ou muito pouco, não passa de um número que pouco significado tem por si só (e resta saber se são conseguidos).
São inúmeras as análises que se podem fazer das estatísticas, mas destaco uma: a percentagem de desempregados com ensino superior passou de 4,3% para 6,8%... o que diz muito sobre o futuro dos que saem das faculdades, e reforça o que nos escreveu o Lucas no último post sobre o que estamos a fazer com a educação neste País.
Aos governos, entendo eu, compete a criação das condições para que os privados possam gerar emprego. Este (também) não o tem feito, e continua sem o fazer, como se tornou evidente com a aprovação de um novo pacote laboral que continua a sofrer do estigma da pós-revolução. Protege-se uma utopia, trava-se a iniciativa, porque ainda não perceberam estas criaturas que só pela facilidade de desempregar se pode empregar. Por outro lado, compete aos Governos racionalizar a sua administração. Também este não o fez, nem o faz, continuando o peso da função pública a exceder largamente o que Portugal precisaria e suportaria. Pelo contrário, anunciam-se com pompa a criação de 10.000 novos postos de trabalho social, em boa parte com o apoio de dinheiros públicos. Certamente serão necessários, mas não seria melhor apostar na transferência de serviços onde continuam a ser claramente excedentários??? Enfim... com a aproximação de eleições, preferem as socráticas criaturas anunciar investimentos públicos sem fim, betão e mais betão, que certamente terão o seu impacto nas contas do INE como convém a quem sonha segurar-se no Poder. E quem paga a factura?
Tuesday, June 24, 2008
O ESTADO DA NAÇÃO - EDUCAÇÃO
Temos ouvido, desde há longos anos a esta parte, a lengalenga esquerdóide de que o País, eu prefiro a Nação, ainda não conseguiu evoluir devido à longa noite fascista, que teve como consequência o estado de quase indigência de Portugal ao nível da educação.
Trinta e quatro anos passados sobre o fim do antigo regime, tenho para mim que o País, nesta matéria, não progrediu, antes regrediu.
É um facto que mais e mais pessoas tiveram acesso ao ensino, em todas as suas fases, e que o número de licenciados aumentou exponencialmente. Mas também é um facto que a quantidade não teve o seu reflexo em termos de qualidade, antes pelo contrário.
Na verdade, é notória a falta de conhecimento das gerações que nasceram com a revolução, seja ao nível da escrita seja ao nível da clareza de raciocínio e da capacidade de expor de forma sistematizada as ideias (que, diga-se de passagem, são de uma mediocridade quase atávica).
Tudo isto se deve ao fracasso do regime na prossecução do almejado estado de graça em termos educacionais.Mas também o regime pós 25 de Abril tudo fez para que isso acontecesse. Foram políticas sucessivamente alteradas ao sabor da segunda cor que, alternada e sucessivamente, ocupava a cadeira da 5 de Outubro, já que a primeira se instalou de armas e bagagens no dia 26 de Abril e não mais arredou pé.
A troco do conceito adulterado de democratização do ensino, criou-se um exército de licenciados de má qualidade sem grande capacidade de entrar no mercado de trabalho devido, por um lado à má qualidade da sua formação, muita das vezes forçada, devido à falta de vocação do aluno para o curso que o obrigaram a frequentar e, por outro, ao desajustamento dos cursos à realidade económica da Nação.
E, alegremente, fomos persistindo no erro, exaurindo o erário público num experimentalismo dispendioso e inconsequente.
E, entretanto, consciente e deliberadamente extinguiram-se os cursos médios, verdadeiro ninho de vocações, na esmagadora maioria das vezes ajustados ao mercado de trabalho e que permitiram a tantos e tantos progredirem profissionalmente.
Porém, eram diferenciadores, palavra que foi abolida do léxico pós-abriliano que preferiu introduzir o conceito contra natura da igualdade.
Oiço agora o senhor director do Ministério da Educação responsável pela realização dos testes vir mostrar-se ofendido na sua dignidade por as pessoas – Professores e alunos – entenderem que os testes de Matemática foram fáceis de mais.
Se os visados assim acham e o referido senhor Director não concorda com eles, só lhe resta demitir-se. Faça-o e já ou então aprenda a conviver com a crítica e interiorize que podem haver opiniões diversas e mais válidas que as nossas.
Reitero que a cor da unicidade se instalou na 5 de Outubro desde o dia 26 de Abril e acrescento que as pessoas partidárias dessa cor sempre conviveram mal com a crítica e com a diversidade seja de opiniões seja, aliás, do que quer que seja.
Trinta e quatro anos passados sobre o fim do antigo regime, tenho para mim que o País, nesta matéria, não progrediu, antes regrediu.
É um facto que mais e mais pessoas tiveram acesso ao ensino, em todas as suas fases, e que o número de licenciados aumentou exponencialmente. Mas também é um facto que a quantidade não teve o seu reflexo em termos de qualidade, antes pelo contrário.
Na verdade, é notória a falta de conhecimento das gerações que nasceram com a revolução, seja ao nível da escrita seja ao nível da clareza de raciocínio e da capacidade de expor de forma sistematizada as ideias (que, diga-se de passagem, são de uma mediocridade quase atávica).
Tudo isto se deve ao fracasso do regime na prossecução do almejado estado de graça em termos educacionais.Mas também o regime pós 25 de Abril tudo fez para que isso acontecesse. Foram políticas sucessivamente alteradas ao sabor da segunda cor que, alternada e sucessivamente, ocupava a cadeira da 5 de Outubro, já que a primeira se instalou de armas e bagagens no dia 26 de Abril e não mais arredou pé.
A troco do conceito adulterado de democratização do ensino, criou-se um exército de licenciados de má qualidade sem grande capacidade de entrar no mercado de trabalho devido, por um lado à má qualidade da sua formação, muita das vezes forçada, devido à falta de vocação do aluno para o curso que o obrigaram a frequentar e, por outro, ao desajustamento dos cursos à realidade económica da Nação.
E, alegremente, fomos persistindo no erro, exaurindo o erário público num experimentalismo dispendioso e inconsequente.
E, entretanto, consciente e deliberadamente extinguiram-se os cursos médios, verdadeiro ninho de vocações, na esmagadora maioria das vezes ajustados ao mercado de trabalho e que permitiram a tantos e tantos progredirem profissionalmente.
Porém, eram diferenciadores, palavra que foi abolida do léxico pós-abriliano que preferiu introduzir o conceito contra natura da igualdade.
Oiço agora o senhor director do Ministério da Educação responsável pela realização dos testes vir mostrar-se ofendido na sua dignidade por as pessoas – Professores e alunos – entenderem que os testes de Matemática foram fáceis de mais.
Se os visados assim acham e o referido senhor Director não concorda com eles, só lhe resta demitir-se. Faça-o e já ou então aprenda a conviver com a crítica e interiorize que podem haver opiniões diversas e mais válidas que as nossas.
Reitero que a cor da unicidade se instalou na 5 de Outubro desde o dia 26 de Abril e acrescento que as pessoas partidárias dessa cor sempre conviveram mal com a crítica e com a diversidade seja de opiniões seja, aliás, do que quer que seja.
D. NUNO ÁLVARES PEREIRA
Faz hoje 648 anos que nascia, em Flor da Rosa, no Alentejo, aquele que viria a ficar conhecido na História como D. Nuno Álvares Pereira, 2º Condestável de Portugal, ou o "Santo Condestável". Imortalizado pelas vitórias frente aos exércitos de Castela, nomeadamente nas batalhas de Atoleiros e de Aljubarrota, D. Nuno Álvares Pereira foi um dos Grandes Generais de Portugal, tendo contribuído de forma decisiva para que o reino não caísse nas mãos de João I de Castela. Frente a um exército cinco vezes superior ao que liderava, o seu génio e a coragem resultaram numa das mais estrondosas vitórias de sempre. Mais tarde, após o falecimento de sua mulher, Leonor de Alvim, tornou-se carmelita e recolheu ao convento do Carmo, onde permaneceu até à sua própria morte.
"Aqui jaz o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo", lia-se no seu epitáfio.
Já lá vai o tempo em que Portugal tinha nas suas hostes Homens desta estirpe.
.
P.S. Embora sobre outra personagem, para quem aprecia a História de Portugal recomendo vivamente o livro "D. Teresa - A Primeira Rainha de Portugal", de Marsílio Cassotti (Ed.Esfera dos Livros), a primeira biografia de uma Mulher de quem pouco se tem, injustamente, falado.
"Aqui jaz o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo", lia-se no seu epitáfio.
Já lá vai o tempo em que Portugal tinha nas suas hostes Homens desta estirpe.
.
P.S. Embora sobre outra personagem, para quem aprecia a História de Portugal recomendo vivamente o livro "D. Teresa - A Primeira Rainha de Portugal", de Marsílio Cassotti (Ed.Esfera dos Livros), a primeira biografia de uma Mulher de quem pouco se tem, injustamente, falado.
Thursday, June 19, 2008
REGRESSO À TERRA
Suspeito que a esta hora já muitos recolherão as poucas bandeiras que arvoravam em Portugal. O "mister" a quem se pode atribuir a onda de orgulho nacional está de malas aviadas e o País está de novo orfão de ideiais colectivos. Amanhã todos regressamos à terra, os treinadores de bancada mantêm-se em funções alguns dias, os comentadores começam já a lavar a roupa suja do futebol, a crise voltará a dominar as atenções. Nada de novo, portanto, a história repete-se, não se reinventa. É o fado, dizem...
Friday, June 13, 2008
TEMPOS DE MUDANÇA
Alguém se lembra do barril de petróleo a 14 dólares? Eu não, e acredito que muitos também não se lembrarão, porque estávamos no final da década de 70 e praticamente isto não era tema de discussão (nem de preocupação) para o comum dos mortais.
Depois veio a invasão do Irão pelo Iraque, em 1980. Com a baixa de produção destes dois países o preço do barril atingiu os 35 dólares por barril e começaram as preocupações.. nem tudo foram más notícias, o mundo despertou para a necessidade de procurar alternativas; Mas o consumo de crude reduziu-se de tal forma que deu origem ao crash de 86. Os preços cairam e a produção voltou a aumentar. Com a redução de preços em pano de fundo, eis que o Iraque decide invadir o Kuweit numa desesperada tentativa para controlar aquele país produtor. Deu no que todos sabemos e, apesar de uma subida temporária, os preços baizaram a níveis recorde. Tempos de calma até à crise nos mercados asiáticos, no final da década de 90, que levaram os tigres a reduzirem o consumo e os preços do petróleo a manterem-se em baixa. Entretanto o gigante adormecido da Rússia acorda, aumenta a produção e com isso pressiona o mercado, ao mesmo tempo que a economia americana entra em crise. O 11 de Setembro de 2001 fica gravado na história e os preços não mais deixam de subir. Em 2003 dá-se a invasão do Iraque pelos americanos. A produção de toda a zona do Golfo sofre uma vez mais uma redução que se prolonga no tempo. Em 2006 já o barril se transaccionava a 78 dólares. Dois anos depois, em Janeiro de 2008, o crude chegava pela primeira vez na História aos 100 dólares. Hoje está a quase 140. Porquê? A Ásia voltou à corrida, com um desenvolvimento que obriga a consumos nunca antes vistos, as reservas norte-americanas baixaram de níveis, a tensão no Médio Oriente aumentou.. enfim.. são múltiplos factores e não parece existir uma resposta única.
Consenso existe, sim, relativamente às perspectivas. A maioria dos analistas defende que dificilmente o petróleo voltará a níveis anteriores. Os tempos são pois de mudança e, mais do que lamentar, impera a necessidade de entender este novo paradigma, ajustar, adaptar e encontrar a melhor solução para se viver no mundo em que vivemos. E aos Governos compete assegurar, ou contribuir, para que esta adaptação se faça acompanhada com medidas positivas de incentivo ao mercado e às empresas (e não subsídios) e prevenir, na raiz, também pela positiva, as tensões sociais que necessariamente vão/estão a ocorrer. Tudo o mais parece uma perda de tempo.
Depois veio a invasão do Irão pelo Iraque, em 1980. Com a baixa de produção destes dois países o preço do barril atingiu os 35 dólares por barril e começaram as preocupações.. nem tudo foram más notícias, o mundo despertou para a necessidade de procurar alternativas; Mas o consumo de crude reduziu-se de tal forma que deu origem ao crash de 86. Os preços cairam e a produção voltou a aumentar. Com a redução de preços em pano de fundo, eis que o Iraque decide invadir o Kuweit numa desesperada tentativa para controlar aquele país produtor. Deu no que todos sabemos e, apesar de uma subida temporária, os preços baizaram a níveis recorde. Tempos de calma até à crise nos mercados asiáticos, no final da década de 90, que levaram os tigres a reduzirem o consumo e os preços do petróleo a manterem-se em baixa. Entretanto o gigante adormecido da Rússia acorda, aumenta a produção e com isso pressiona o mercado, ao mesmo tempo que a economia americana entra em crise. O 11 de Setembro de 2001 fica gravado na história e os preços não mais deixam de subir. Em 2003 dá-se a invasão do Iraque pelos americanos. A produção de toda a zona do Golfo sofre uma vez mais uma redução que se prolonga no tempo. Em 2006 já o barril se transaccionava a 78 dólares. Dois anos depois, em Janeiro de 2008, o crude chegava pela primeira vez na História aos 100 dólares. Hoje está a quase 140. Porquê? A Ásia voltou à corrida, com um desenvolvimento que obriga a consumos nunca antes vistos, as reservas norte-americanas baixaram de níveis, a tensão no Médio Oriente aumentou.. enfim.. são múltiplos factores e não parece existir uma resposta única.
Consenso existe, sim, relativamente às perspectivas. A maioria dos analistas defende que dificilmente o petróleo voltará a níveis anteriores. Os tempos são pois de mudança e, mais do que lamentar, impera a necessidade de entender este novo paradigma, ajustar, adaptar e encontrar a melhor solução para se viver no mundo em que vivemos. E aos Governos compete assegurar, ou contribuir, para que esta adaptação se faça acompanhada com medidas positivas de incentivo ao mercado e às empresas (e não subsídios) e prevenir, na raiz, também pela positiva, as tensões sociais que necessariamente vão/estão a ocorrer. Tudo o mais parece uma perda de tempo.
Thursday, June 12, 2008
A LIÇÃO DO MENINO JOSÉCAS
- Como é que se controla um bando de criminosos, daqueles que bloqueiam estradas, páram o País, apedrejam quem quer trabalhar? pergunta a professora ao menino Josécas.
- Fácil sôtora. Paga-se-lhes para irem para casa, responde o futuro engenhêro.
- Pagar a criminosos?? E onde vai o menino buscar o dinheiro para isso? indaga a professora.
- Ora, ao bolso dos contribuintes sôtora.
No further comments....
- Fácil sôtora. Paga-se-lhes para irem para casa, responde o futuro engenhêro.
- Pagar a criminosos?? E onde vai o menino buscar o dinheiro para isso? indaga a professora.
- Ora, ao bolso dos contribuintes sôtora.
No further comments....
Wednesday, June 11, 2008
ATÉ QUANDO, SENHOR ENGENHEIRO?
...Vai permitir que Portugal esteja refém de criminosos?
Tão inadmissível é o bloqueio dos camionistas quanto a impassividade do Governo, que nada faz para repor a normalidade de um País devastado por uma crise sem precedentes e que precisava de tudo menos de ver prateleiras vazias, postos de abastecimento sem combustíveis, negócios a sofrer, até os turistas apeados.
É tão escandalosa a galopante subida dos preços dos combustíveis quanto a forma como estas empresas reclamam apoios, alheios ao facto de que toda a economia sofre do mesmo mal, que muitos poderiam usar a mesma argumentação mas não o fazem por entender que ninguém precisa de agravantes desta natureza. Revela-se uma vez mais a arrogância e a incompetência, mas também a falta de coragem para lembrar às forças de segurança quais as suas obrigações. A liberdade acaba onde começa a dos outros, não é assim que reza a máxima?
Tão inadmissível é o bloqueio dos camionistas quanto a impassividade do Governo, que nada faz para repor a normalidade de um País devastado por uma crise sem precedentes e que precisava de tudo menos de ver prateleiras vazias, postos de abastecimento sem combustíveis, negócios a sofrer, até os turistas apeados.
É tão escandalosa a galopante subida dos preços dos combustíveis quanto a forma como estas empresas reclamam apoios, alheios ao facto de que toda a economia sofre do mesmo mal, que muitos poderiam usar a mesma argumentação mas não o fazem por entender que ninguém precisa de agravantes desta natureza. Revela-se uma vez mais a arrogância e a incompetência, mas também a falta de coragem para lembrar às forças de segurança quais as suas obrigações. A liberdade acaba onde começa a dos outros, não é assim que reza a máxima?
DIA DA RAÇA
A polémica em torno da afirmação do PR no dia 10 de Junho é absolutamente revoltante. Acredito que Cavaco Silva tenha utilizado a expressão "Dia da Raça" por uma mera questão de hábito, pois era efectivamente assim que toda a Nação Portuguesa (e não apenas os políticos do Estado Novo) chamava ao Dia de Portugal. Quantos dos que vêm agora criticar o Chefe de Estado não o terão espontaneamente dito inúmeras vezes, sem com isso se reverem na classificação de "fascistas" ou "racistas" com que o brindaram na praça pública?
Um espectáculo ridículo, triste, revoltante.
Em primeiro lugar, porque "Raça" significa e sempre significou, neste contexto, a "Alma" e a "Garra" Lusitana, e não qualquer conceito de racismo. A Raça Portuguesa, de resto, sempre foi muito abrangente no que diz respeito à sua herança genética.
Em segundo lugar, porque não há nada de "Fascismo" no uso de uma expressão como "Raça" no sentido em que foi dita. Trata-se de um simples e louvável apelo ao orgulho e aos valores de união nacional (e não dA União Nacional), que continuam estupidamente a ser confundidos e condenados pela retrógada esquerda portuguesa. Tal como o incentivo ao respeito à Bandeira e ao Hino, ou à designação de Pátria, que merecem sempre este mesmo infeliz tipo de mimos dos mesmos pseudo-intelectuais.
Finalmente, porque quando estamos em plena crise económica, com imprevisíveis consequências sociais, são sobretudo os partidos que gostam de se reclamar como "do Povo" que perdem e ocupam tempo com questões claramente secundárias e menores para a vida nacional.
Na minha opinião, mais não reflecte o que sempre pensei, que esta "esquerda" mais não faz que se preocupar consigo mesma, olhar para o umbigo, tentar continuar a reviver aquele momento das suas vidas, numa manhã de Abril, em que alguém os convenceu de que tinham feito uma revolução. Não perceberam, como não querem perceber agora, que mais não foram que marionetas nas mãos de gente cujas motivações estavam muito aquém dos ideais propagandeados (nem todos necessariamente bons, nem todos necessariamente maus). A Natureza seguirá o seu curso, um dia deixarão de ter voz activa e, felizmente, a História será de novo escrita com a Verdade. Posto isto, impõe-se-me dizer que me parece muito bem que o Presidente se mantenha em silêncio sobre o assunto, há temas muito mais importantes para o País do que responder a provocações baratas e, por outro lado, não posso deixar de condenar alguma pseudo-direita que vem cavalgar este caso para lhe atribuir interpretações claramente abusivas da expressão.
Um espectáculo ridículo, triste, revoltante.
Em primeiro lugar, porque "Raça" significa e sempre significou, neste contexto, a "Alma" e a "Garra" Lusitana, e não qualquer conceito de racismo. A Raça Portuguesa, de resto, sempre foi muito abrangente no que diz respeito à sua herança genética.
Em segundo lugar, porque não há nada de "Fascismo" no uso de uma expressão como "Raça" no sentido em que foi dita. Trata-se de um simples e louvável apelo ao orgulho e aos valores de união nacional (e não dA União Nacional), que continuam estupidamente a ser confundidos e condenados pela retrógada esquerda portuguesa. Tal como o incentivo ao respeito à Bandeira e ao Hino, ou à designação de Pátria, que merecem sempre este mesmo infeliz tipo de mimos dos mesmos pseudo-intelectuais.
Finalmente, porque quando estamos em plena crise económica, com imprevisíveis consequências sociais, são sobretudo os partidos que gostam de se reclamar como "do Povo" que perdem e ocupam tempo com questões claramente secundárias e menores para a vida nacional.
Na minha opinião, mais não reflecte o que sempre pensei, que esta "esquerda" mais não faz que se preocupar consigo mesma, olhar para o umbigo, tentar continuar a reviver aquele momento das suas vidas, numa manhã de Abril, em que alguém os convenceu de que tinham feito uma revolução. Não perceberam, como não querem perceber agora, que mais não foram que marionetas nas mãos de gente cujas motivações estavam muito aquém dos ideais propagandeados (nem todos necessariamente bons, nem todos necessariamente maus). A Natureza seguirá o seu curso, um dia deixarão de ter voz activa e, felizmente, a História será de novo escrita com a Verdade. Posto isto, impõe-se-me dizer que me parece muito bem que o Presidente se mantenha em silêncio sobre o assunto, há temas muito mais importantes para o País do que responder a provocações baratas e, por outro lado, não posso deixar de condenar alguma pseudo-direita que vem cavalgar este caso para lhe atribuir interpretações claramente abusivas da expressão.
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