Não posso deixar de dizer o mesmo deste Regime e dos Executivos que se têm alcantarilhado no poder!
Na realidade que outra coisa se poderá dizer de um dos poderes da Nação, na velha teoria de Montesquieu, que avilta a nossa condição de cidadãos, tratando-nos como mentecaptos que tudo suportamos?
Os sucessivos Governos que têm proliferado em Portugal têm dado o exemplo a toda a sociedade para aplicar ao máximo a teoria da auto-desculpabilização.
Na verdade, nada do que de mau (e foi muito, infelizmente) se tem feito nestes últimos trinta e quatro anos foi culpa de quem governou em determinado momento mas sim do(s) Governo(s) anterior(es), do antigo regime (leia-se da longa noite fascista), da economia internacional, seja lá do que for, mas do Governo em exercício, em determinado momento, é que não.
É evidente que tal postura se transmite aos governados e por isso passamos mais de metade do nosso tempo (a outra metade passamos a dormir ou a pensar nas férias e pontes) a arranjar um bode expiatório para os nossos infortúnios.
É a chamada cultura do facilitismo, da desresponsabilização, do deixa andar, do quem vier a seguir que feche a porta.
Mas também é a cultura da mentira, do engano, da aleivosia!
Pois que outra coisa se poderá dizer de quem promete o Céu e apenas dá o Inferno? E é isto que sistemática e recorrentemente tem acontecido nas últimas três décadas.
Mas o pior é que os Portugueses sabem, sentem e gostam ou pelo menos não exprimem a sua repulsa por este tipo de afronta sistemática que lhes tem sido feita. Só assim se compreende que continuem a votar e nos dois partidos do pós 25 de Abril mais aviltadores da nossa condição de Portugueses.
Parece que retornámos à bagunça de má memória, que se seguiu à implementação da República, onde o que conta é o posicionamento dos sequazes partidários para a mesa das prebendas do Estado, sem uma qualquer estratégia para Portugal que não seja a de manter o Estado actuante, anafado, jogador e árbitro simultaneamente, com as miseráveis consequências ao nível dos princípios que dai advêm.
Demagogicamente, em face dos últimos acontecimentos que afundaram a economia ocidental, alguma esquerda hipócrita, depois de diabolizar o mercado e o capitalismo tem vindo a defender uma maior intervenção do Estado na economia como panaceia última para a recuperação da confiança e estabilidade da economia.
Esquecem-se que para esse peditório demos no pós 25 de Abril com as consequências desastrosas que temos vindo a sentir na pele: Falta de cultura de mercado no tecido empresarial Nacional, necessidade de tutela do Estado e apetite pela coisa pública, não com espírito de missão mas com espírito de aproveitamento.
Thursday, October 30, 2008
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